segunda-feira, 9 de setembro de 2013

seu tudo, tudo o que não me deixa em paz...

Eu odeio você por mais de um segundo.
Odeio sua barba. Odeio o jeito que você mexe nela quando está concentrado. Odeio sua risada. Odeio seu jeito intenso de tocar violão. Odeio seus defeitos e suas qualidades. Odeio, principalmente, seu sorriso.
Seu sorriso despretensioso de quem nada quer da vida. Seu sorriso que não me tem, e eu não o tenho. Odeio porque você me desarma. Você me olha e eu tento desviar do seu olhar, cuja tentativa é porque não vejo motivos para me jogar. E ainda quero. Quero me jogar mesmo sabendo que você jamais me seguraria.
E odeio porque estou disposta a não querer nada do amor, nem mesmo migalhas. E você desanima minha disposição. Você me faz sonhar em ficar aninhada nos braços de alguém, mesmo eu tendo gostado de não gostar. Você me dá vontade de empurrá-lo para o nunca mais e acalentá-lo para o sempre. É como se eu apertasse o gatilho contra você rezando para a bala me acertar e não machucá-lo. Eu odeio você inteiro. Inteirinho.
Pelo simples fato d'eu ter todos motivos para odiá-lo, e ainda assim, quero para mim. Em mim.