quarta-feira, 24 de julho de 2013

De hoje em diante.

No meio à chuva, abandono as cartas suicidas e todo o ácido sulfúrico emocional. Recolho os cacos de poesia que cortam minha mão - a mesma mão que derramou meu sangue e enxugou minhas lágrimas - e faço deles uma nova superstição. Superstição de que o sol irá raiar qualquer dia, a chuva será minha amiga e eu serei feliz. Abandonarei o comodismo dos choros incontroláveis, das ameaças suicidas e mágoas despropositais. Porque, no fundo, sei que é cômodo não lutar pelo riso, pela continuação da vida. E desejo abandonar o comodismo do incomodo, desejo sentir o vento e voar com ele.
Sei que vou errar um milhão de vezes, desistir, me atirar no abismo esquecendo das minhas asas, cair ao chão e quase morrer. Mas pelo menos, em cada tentativa minha, eu hei de (sobre)viver.