quarta-feira, 3 de abril de 2013

Hey there Delilah.


Diante de todas as luzes da cidade acesa, a mais bonita é o luar pouco visto. O belo é o vento soprando sobre nossos cabelos sem direção, nos direcionando para toda e qualquer perdição poética da vida. É o grito surdo do silêncio sendo quebrado ao sons das suas risadas, minha vontade imensa de sorrir ao ver você sorrir.
O mais bonito desta noite vista de uma pequena janela, é sentir o vento insano desta cidade e saber que você está nela. Que o mundo fica mais bonito com você nele.
Você, seus livros, seus cigarros, seus bichos. Sua delicadeza tão oposta a todo meu estardalhaço.
Não sei. Estranho escrever textos deste tipo com um cigarro na mão? Se assim for, minha vida é profundamente estranha. Meu jeito bobo de dizer o quanto as pessoas me fazem bem. E eu, eu que prometi para mim mesma que não escreveria uma única linha para você, me vi pegando o papel e a caneta enquanto ouvia Caetano. Então me rendi.