domingo, 31 de março de 2013

Ninguém capitou Capitu.

Perdi o sono. Perdi a hora. Perdi a noção do tempo espaço após olhar para dentro de mim.
 Há tantas essências tão bonitas pelo mundo. Há tantas gargalhadas e silêncios vitais espalhados pela humanidade. Tanta insanidade e tanta pressa que me dá vontade de me jogar no abismo da absoluta loucura que existe no universo. Por isso desejo conhecer todas culturas, todas crenças, todas danças, todos cantos.
 Nunca fui presa em mim. Nunca consegui ser fechada. Sei que existem pessoas que são obras desconhecidas de Almodóvar. Livros nunca escritos de Jack London. Acordes de rock'n roll. Samba de Noel Rosa. Poesia de Vinícius. Traços de Frida Kahlo. Há pessoas que são como palavras bonitas. Doces favoritos. Salgados memoráveis. Destilados envelhecidos. Viagens inesquecíveis. Arquiteturas fantásticas. Existem seres humanos que são como filosofia budista. Coragem anarquista. Pacifismo de Gandhi. Barricadas de Bakunin. Existem pessoas coisificadas em significados maravilhosos, não palpáveis e não esquecidos.
 E eu, oras, eu não me fecho em mim porque sou como uma interrogação sem resposta. A droga de uma interrogação sem resposta!
Como Capitu.