quarta-feira, 27 de março de 2013

Das coisas mais lindas do meu mundo.

Desejo tantas coisas ultimamente. Tantas coisas doces com gosto amargo. Tantas apunhaladas de felicidade no meu peito. Coisas que deixarão saudades antes mesmo de acabarem. Desejo o mal humor repentino de papai. O abraço forte de mamãe. O gosto do vinho barato tomado no meio da rua fria com meu amigo. O cigarro sendo a única coisa quente nos becos daquela cidade tão desgastada. Observar o céu atrás de uma velha trilha de trem. Lamentar melancolias e rir ao mesmo tempo. 
 Desejo dançar na garagem daquela casa em frente ao cemitério. Gritar querendo acordar os mortos. Correr no meio da rua vazia e dançar até meus pés se desequilibrarem com meu corpo jogado em qualquer canto. Tomar cervejas e mais cervejas e querer mais. Esperar a padaria abrir para comprar pão e tomar o café dos meus pais para ir dormir depois. 
 Sair pelo centro que nunca me emocionou e conversar com todos vendedores mais legais das barraquinhas. Sentar com mendigos. Fazer piadas e parecer uma bêbada rindo da cara de uma antiga amiga. Ou não fazer piada alguma e dar gargalhada mesmo assim. Cair em frente de todos. Não me importar. 
 Me importar ao ponto de tocar uma campainha apenas para falar um olá para a vizinha. Tomar Toddynho. Rir durante o dia. Chorar sem motivo algum ao escurecer. Não saber em que casa ir, embora eu tenha minha cama quentinha me esperando. Ser extrovertida sem medo algum de assustar pessoas. Abraçar e beijar todos os amores da minha vida. Sentir medo e proteção.
E ter saudades antes, durante e depois de fazer tudo isso.
E ainda assim, sentir a capacidade de que ainda posso ser muito alegre, apesar de.