quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Eu tô ficando velha e louca, é.


O relógio voa.
O pássaro passa.
E aonde vai aquela menina cheia de graça?
Olho para trás.
Não é que a menina bonita sou eu?
A menina leve e saltitante.
Mimada, acomodada.
Tão amada e excessivamente frustrada.
À toa.
O tempo vem e consigo ele trás:
uma lágrima, um sorriso, um sonho em qualquer cais.
Tão rápido aprendi a diferença entre o aprender e o apreender.
Mas descobri o engano educacional alarmante.
Aprender, na verdade, é doer.
Apreender, no fim das contas, é sempre viver.
E com isso eu fico aqui:
Mais velha, mais louca, mais errada,
mais de boa.