terça-feira, 30 de outubro de 2012

das causas pequenas.

Ninguém se apaixona por amor. Amor é consequência, não causa. A causa é o jeito de sorrir, de andar, de falar, ou até mesmo é a pintinha pequenina no rosto. A causa é o que quase ninguém vê, só você.

domingo, 28 de outubro de 2012

mania de rimar.

Amor,
ardor,
dor,
louvor,
odor,
calor...



Você.
(Dane-se a rima). 

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Carta de amor do Pequeno Bobo da Corte.


Há calor. Há calor em todo sistema; os planetas recebem raios solares e nosso corpo derrete com o calor recebido das estrelas. Tais estrelas são tão importantes como o sol, querida. E você é meu sol. Enquanto eu sou um planetinha confuso e lunático do qual existe um menino bobo me habitando. Um menino que não é tão esperto ou cativante quanto o pequeno príncipe, mas é um menino atrevido e inocente; um paradoxo de criatura, que sempre se atreve a escrever cartas de amor.
O que diria eu sobre estas cartas? Cartas de amor são ridículas, oras. Você está lendo uma agora mesmo. Mas ah! Meu menininho não é tolo! Ele somente se dá ao luxo e atrevimento de escrever esta carta pois sabe que somente os tolos possuem medo do ridículo.
Somente alguém muito tolo teria medo ou desconfiança de escrever o quanto sua pele é macia ou o quanto sua pintinha dentro do olho é engraçada e adorável. Somente um tolo não diria o quanto você ilumina meus dias e se tornou essencial na minha vida; tão essencial quando brisa em dias quentes, cobertor em dias frios.
Amo você sem saber expressar, sem saber retomar meus antigos ares românticos. Amo você de forma desajeitada, mas inteira. Amo você para a vida inteira. Amo você apesar dos nossos erros tolos. Amo você por causa das nossas bobagenzinhas gostosas. Amo você de forma irracional, sentimental e só. Amo você porque amo e pronto, oras. E você é única, adorável, linda. Você é meu sol e eu sou seu pequeno planeta com um menino bobo habitando... junto a um cacto com uma flor roxa brotando no meio dos seus espinhos.