terça-feira, 28 de agosto de 2012

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Cada dia me sinto mais louca, rouca, barroca.
Cada vez me vejo mais confusa, efusa.
Cada hora me encontro mais fora da linha, sem a rima ser toda minha.
A rima não rima,  e não é minha, não é sua, é nossa.
É de ninguém.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

"Nosso amor é como um grão..."


Moça,
dizem que agosto é um mês interminável, dizem que é uma ponte gigantesca que apenas nos leva ao sol de setembro. Mas, para mim, não se passa de um mês banal na minha vida de confusão interminável, com dúvidas irremediáveis. Sabe, nenhum tempo, ano ou dia passará tão longo e cruel quanto o dia em que eu perder você. Você, moça, que admiro, adoro, respeito e amo com todos os sentidos do amor. Você que me tem de um modo que ninguém tem, embora eu faça tanta bobagem com você. Queria tanto ser apenas sua amiga, dói menos, sufoca menos, me irrita  menos. Quem dera eu conseguisse te machucar menos! 
Não suporto sua dor, sua lágrima, seu rancor. Prefiro tomar pra mim e morrer aos poucos do que te ver se perder por aí. Prefiro suportar a dor do mundo do que te ver infeliz, moça. E isso é tão sincero, tão interno e mesmo assim incompleto que acabo expulsando as palavras do meu coração junto com lágrimas e dor. 
Se cuida, moça. Procure amores dos quais eu eternamente  irei invejar, procure sorrisos, abraços, amigos. Se cuida lembrando que estará cuidando da melhor parte dos meus dias. Se quiser, fuja para o mundo, mas... por favor, não fuja de mim.