domingo, 1 de abril de 2012

Ansiedade.

Quis te oferecer meu melhor cigarro, mas você parou. Nem sei se liga pr'aquela cerveja que já esquentou.
Acendo um incenso, sorrio. O café está ali, sua fumaça está subindo graciosamente até se perder da minha vista. Meu coração palpita querendo devorar cada centímetro de você para compensar a ausência durante os meses quentes. A temperatura abaixou. Tic tac tic tac. A hora passa devagar. Cadê você? Não chegará logo o dia em que meus braços encontrarão os seus? Sim, chegará. Mas você bem sabe, sou ansiosa.
O café esfriou. A risada escapuliu da minha garganta. Nervoso. Espero que o ácido do meu estomago não mate as borboletas. Batuco meus dedos na escrivaninha e penso: dentre muitas coisas, espero que existam conjunções bonitas no céu que nos abrigará a partir de agora, só para rimar com a beleza do meu coração se alinhando ao seu.