domingo, 29 de abril de 2012

Um flit paralisante qualquer.

Está frio. Quero um copo de pão de queijo e outro de cappuccino. Ouvir Cat Stevens cantando o quanto o mundo é selvagem, e quando passar para próxima música do disco que diz da saudade dos velhos tempos de escola, chorar de saudades antecipadas da minha melhor amiga. Quero me enrolar no cobertor e beijar a garota que amo. Então, congelar o tempo e nunca mais envelhecer, nem amargurar. Somente ter a sensação de estar protegida por sentimentos preciosos que deixamos passar no cotidiano.

terça-feira, 17 de abril de 2012

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Imagino nossos gatos, nossos rastros, nossos enlaços. Vejo cores atentamente, arrumo a lente, organizo a mente. Nossa casa, nossas asas, nossas massas sobre a mesa. Olho meu coração, percebo que nosso amor é minha mais conturbada oração.

domingo, 1 de abril de 2012

Ansiedade.

Quis te oferecer meu melhor cigarro, mas você parou. Nem sei se liga pr'aquela cerveja que já esquentou.
Acendo um incenso, sorrio. O café está ali, sua fumaça está subindo graciosamente até se perder da minha vista. Meu coração palpita querendo devorar cada centímetro de você para compensar a ausência durante os meses quentes. A temperatura abaixou. Tic tac tic tac. A hora passa devagar. Cadê você? Não chegará logo o dia em que meus braços encontrarão os seus? Sim, chegará. Mas você bem sabe, sou ansiosa.
O café esfriou. A risada escapuliu da minha garganta. Nervoso. Espero que o ácido do meu estomago não mate as borboletas. Batuco meus dedos na escrivaninha e penso: dentre muitas coisas, espero que existam conjunções bonitas no céu que nos abrigará a partir de agora, só para rimar com a beleza do meu coração se alinhando ao seu.